Cidade Ouro Preto:

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Aleijadinho
           
               
            O escultor, arquiteto e entalhador Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, é considerado o mais importante artista colonial brasileiro. Entre 1796 e 1805, fez sua obra-prima: as esculturas dos 12 Profetas, no santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG). Ali também estão 66 imagens de sua autoria, esculpidas em madeira e representando os Passos da Paixão. O santuário foi tombado como Patrimônio da Humanidade pela organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1985.
          
           Como arquiteto, seu trabalho mais relevante é a igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto. Além das obras que estão em Ouro Preto e Congonhas, seus trabalhos podem ser vistos em outras cidades mineiras, como Sabará, São João del Rei, Mariana, Caeté, Barão de Cocais e Tiradentes.
          
           Aleijadinho nasceu em data incerta entre os anos de 1730 e 1738, na cidade de Vila Rica, atual Ouro Preto (MG), filho de um mestre-de-obras português, o também arquiteto e entalhador português Manoel Francisco Lisboa, e de uma escrava. Iniciou-se na arte ainda criança, na oficina do pai, ensinado por ele. É provável que também tenha recebido ensinamentos do desenhista e medalhista João Gomes Batista e dos escultores e entalhadores Francisco Xavier de Brito e José Coelho de Noronha. Em 1775, teve um filho nascido no Rio de Janeiro, com Narcisa Rodrigues da Conceição, batizado com o nome de Manoel Francisco Lisboa, em homenagem a seu pai.
          
           Ganhou o apelido de Aleijadinho por volta dos 40 anos, quando passou a andar com dificuldade em conseqüência de doença degenerativa, que deformou e atrofiou seu corpo, desencadeando a perda progressiva do movimento dos dedos das mãos e dos pés. Viu-se obrigado a ter os instrumentos atados às suas mãos pelos escravos para poder esculpir. A limitação não o impediu de continuar trabalhando na construção de igrejas, capelas e altares das cidades da região do ouro de Minas Gerais.
          
           A produção artística deixada por Aleijadinho, confirmada por documentos de arquivo, é volumosa. A maior parte desses documentos encontra-se nos arquivos dos templos onde Aleijadinho trabalhou. No entanto, são inexistentes pesquisas e estudos aprofundados sobre o trabalho de seus colaboradores, aos quais pertence boa parte das obras que lhe são atribuídas.
          
            Aleijadinho morreu em 1814, em Ouro Preto, pobre e doente. Seu corpo está enterrado na Matriz de Nossa Senhora de Conceição de Antônio Dias, em Ouro Preto. A primeira biografia do artista foi escrita em 1858, 44 anos após sua morte, pelo jurista Rodrigo José Ferreira Bretas, baseada em documentos de arquivo e depoimentos. No início do século 20, foi redescoberto e teve seu significado reconhecido para a cultura brasileira.
          
Fontes: Barroco Mineiro: Glossário de Arquitetura e Ornamentação (Coleção Mineiriana, Fundação João Pinheiro, 1996), Enciclopédia de Artes Visuais (Itaú Cultural) e Quem é Quem na História do Brasil (Editora Abril, 2000)

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