Cidade Belo Horizonte:

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Palácio da Liberdade     

      
           
     Sede do governo de Minas Gerais, o Palácio da Liberdade ocupa posição de destaque na praça da Liberdade, em Belo Horizonte, entre os prédios das antigas secretarias de Estado e diante dos jardins cuja alameda de palmeiras imperiais conduz à sua entrada principal. O prédio foi inaugurado em 1898, como principal edifício público da cidade, que acabara de se tornar capital de Minas Gerais, no ano anterior.
     
      O projeto leva a assinatura do engenheiro-arquiteto pernambucano José de Magalhães, membro da Comissão Construtora da Nova Capital, que refletiu na concepção da obra a influência do estilo francês. São dois pavimentos, com a fachada em cantaria lavrada (pedra batida por martelo dentado), encimada por uma alegoria à Liberdade (escultura que representa uma idéia abstrata).
     
      No piso superior, está a varanda do Salão Nobre, com vista ampla para a praça da Liberdade e local para a posse solene dos governadores. Nesta sacada, pronunciaram-se alguns dos discursos mais importantes da história do Estado. No mesmo pavimento, estão os salões, salas e gabinetes. Nas laterais, dois torreões com terraços, circulados por sete janelas guarnecidas por colunas jônicas, completam o perfil do prédio.
     
      O andar térreo exibe uma galeria de colunas, na fachada. Logo no hall de entrada, uma escadaria metálica dá o tom suntuoso do edifício, em estilo art-nouveau, trabalhada em ferro batido com ornamentação em folhagens e feita Bélgica.
     
      O governador do Estado usa o gabinete do segundo andar como local de trabalho e de reuniões. O antigo dormitório reúne 16 peças, ao estilo rococó. Sobre as portas de acesso, dois medalhões com pinturas de florais encimam os batentes. Hoje, o palácio não é mais usado como residência oficial, função que cabe ao Palácio das Mangabeiras, no bairro do mesmo nome.
     
      Grande parte dos materiais utilizados na construção do palácio e da ornamentação foi importada da Europa, no final do século 19 e início do século 20. Para a pintura e a decoração do edifício, o artista Frederico Antônio Steckel veio do Rio de Janeiro com uma equipe de decoradores nacionais e estrangeiros. Eles realizaram trabalhos nos tetos, paredes e cimalhas, além de ornamentos, com grande aplicação de enfeites em papier mâché pintado. O piso do hall de entrada é todo feito em mármore de Carrara. Já os pisos dos salões e salas do pavimento superior são de parquê belga (soalhos que formam desenhos).
     
      No Salão do Banquete, sobressaem na decoração os quatro painéis do teto: Spes, Fortuna, Labor e Salve. O lustre de cristal bacarat, com 40 tulipas, chama a atenção por sua imponênci a.
     
      O Salão Nobre apresenta móveis no estilo Luís 16, em madeira dourada, vasos da antiguidade chinesa e cristais na decoração das três portas de acesso ao ambiente. Em 1925, o artista Antônio Parreiras pintou, no teto, painéis com imagens das musas da literatura, pintura, escultura e música. Ao centro, está Apolo, cercado por 12 musas e cavalos brancos.
     
      No pavimento superior, ficam ainda a Sala do Couro, com poltronas e sofá moldados ao gosto da renascença italiana, a Sala das Medalhas, que guarda as condecorações oficiais recebidas pelos governadores, a Sala da Rainha, batizada quando da passagem dos reis belgas em 1920, e o Salão Dourado, decorado com móveis em madeira estilo Luís 16 e vaso japonês do século 19.
     
      Os jardins reúnem cinco esculturas de mármore, um lago, uma capela e um quiosque com evocação oriental. Deles se pode acessar o Palácio dos Despachos, um anexo lateral construído para dar suporte administrativo às atividades do governo estadual.
     
      Em 1968, para dar mais segurança ao Palácio da Liberdade, instalaram-se grades na frente e laterais da edificação. Em 2004, um programa de restauração começou a ser executado, o primeiro global desde sua construção, trabalho sob a supervisão do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).
     
Fontes: Relatório de Restauração do Palácio da Liberdade (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, 1981), Inventário de Proteção do Acervo Cultural de Minas Gerais - Palácio da Liberdade e Corredor Cultural Praça da Liberdade - Inventário Qualitativo

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